Você sabia que os custos de transporte logístico correspondem a 6,8% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, ou seja, 401 bilhões de reais? Esse dado foi divulgado recentemente pelo Ilos – Instituto de Logística e Supply Chain e demonstra o quanto empresas de todo o país estão gastando para movimentar cargas.

Parou para dar uma olhadinha na sua tabela de frete? Também acha que o valor está alto, mas não sabe o que está acontecendo ou como reduzir esses custos? Neste post vamos te dar algumas dicas do que você pode estar fazendo de errado ao calcular frete.

 

Calcular frete com base na “média de mercado”

Uma das formas mais comuns que as transportadoras utilizam para calcular frete é fazer uma sondagem na concorrência – também chamada de benchmarking – e então estipular seus preços de maneira que eles fiquem mais ou menos iguais.

Por um lado, você pode determinar preços mais baixos, pensando em conquistar mais clientes, mas pode estar praticando um valor que não trará lucratividade para o seu negócio. Por outro, você pode elevar um pouquinho o seu preço e deixar de atender o seu público-alvo por ter um frete caro. O que fazer então?

Levante corretamente os custos do seu frete, desconsiderando sua concorrência. Considere o tipo de veículo que está sendo usado, a quilometragem que será percorrida, os pedágios a serem pagos, os impostos correspondentes a este veículo e também suas despesas administrativas, que dão suporte ao frete. Depois de ter o custo operacional calculado, adicione sua margem de lucro.

 

Não considerar o veículo que está utilizando

Será que um caminhão de oito eixos tem o mesmo custo de um furgão? Obviamente que não. Este é outro erro cometido no momento de calcular frete e repassar o valor para seus clientes. Cada tipo de transporte tem gastos próprios, que devem ser considerados no momento de criar sua tabela de frete.

Você pode calcular o custo de um veículo por hora ou dia, considerando as seguintes variáveis: quilometragem a percorrer, pedágios a pagar, hora de trabalho do motorista, seguro da carga, custo de manutenção do veículo e impostos (IPVA, seguro do veículo, etc).

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Subestimar os riscos que a mercadoria corre

Quantas vezes você já viu notícias de caminhões tombados nas rodovias, de assaltos a caminhões ou de acidentes que comprometem a carga? Se você ainda não passou por essa situação, saiba que não está totalmente livre disso, por isso, deve considerar sempre ter um seguro para sua carga.

Esse seguro garante que você e o destinatário fiquem tranquilos caso alguma coisa aconteça, portanto, seja prudente, contrate o serviço e, claro, considere o valor correspondente no momento de calcular frete.

 

Tabela de frete com base em porcentagem da nota fiscal

Outra prática comum do mercado de transportes e logística é a cobrança do frete segundo uma porcentagem da nota fiscal das mercadorias que serão movimentadas. Por exemplo, se você vai transportar uma carga de 50 mil reais, cobra 10% da nota fiscal.

Pode parecer uma metodologia de precificação de frete fácil e segura, mas não é. Ela desconsidera, por exemplo, os riscos a que a carga está sujeita, o deslocamento a ser realizado e o custo dos impostos.

Imagine que sua carga de 50 mil reais vai para São Paulo. O transporte terá exatamente o mesmo custo se sair de Fortaleza ou de Porto Alegre? As distâncias percorridas são distintas, assim como os pedágios e os perigos que a carga corre ao longo do caminho, o que deve se refletir no momento de você calcular o frete.

Dicas anotadas? Então não erre nunca mais na hora de gerar uma tabela de frete. Acompanhe nosso blog e fique por dentro das melhores práticas do setor!

Escrito por Lupeon

Aportada pela SP Ventures - Fundo de Inovação Paulista, a solução Lupeon une tecnologia e serviços definindo estratégias para reduzir custos com transportadores, identificando cálculos com erros, fraudes e duplicidades. Uma plataforma de gestão, auditoria e otimização para levar mais inteligência à gestão do frete.

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